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05/09/22

DA MISÉRIA DO JORNALISMO!

Abro o computador e deparo-me com este título em português

Sigo para o site do jornal indiano que costumo consultar diariamente e leio

Volto à notícia publicada em Portugal e logo no primeiro parágrafo escreve-se

«Uma explosão esta segunda-feira nas imediações da Embaixada da Rússia na capital do Afeganistão, Cabul, terá provocado a morte de dois membros da equipa da embaixada e pelo menos um civil, relatou a agência de notícias estatal russa, RIA Novosti – o número de mortos pode crescer uma vez que há relatos de entre 8 e 10 pessoas que poderão ter sido vítimas da explosão.(...)».
E agora descubra as diferenças!


19/05/22

A GUERRA NA UCRÂNIA E AS ALIANÇAS EM NOME DE UM BEM MAIOR

Os tais do batalhão Azov, antes da invasão da Ucrânia reconhecidamente um grupo de extrema-direita que professava uma ideologia neo-nazi, passaram a heróis.

Face à desculpa esfarrapada de Putin que entrou por ali adentro a pretexto da "desnazificação" da Ucrânia, uma data de gente desatou a esquecer o que eram os moços do Azov que, de neo-nazis, se viram arvorados a corajosos patriotas.

Argumentam alguns, mesmo se não deixam de suspeitar que o tal Batalhão poderá talvez não ser formado por pessoas com quem gostaríamos de tomar o pequeno-almoço, que em tempo de guerra não se limpam armas: qualquer aliança se justifica em nome do bem maior e depois logo se vê.

O que me faz espécie neste raciocíno, e sem recuar ao Pacto Molotov-Ribbentrop abençoado por Staline e Hitler, é que, bem mais perto de nós na linha do tempo, se pareça esquecer o que aconteceu no Afeganistão. É que isto da História haveria de servir para alguma coisa.

Para já não falar da sabedoria intemporal impressa na célebre quadra do poeta Aleixo: Para a mentira ser segura / e atingir profundidade / tem de trazer à mistura / qualquer coisa de verdade.



20/02/22

LARGUEM A UCRÂNIA, VEJAM CINEMA!

Vi ontem, por mero acaso, na televisão o filme «Charlie Wilson's War», em português «Jogos de Poder» (2007). É sobre os bastidores da política que levou à intervenção dos norte-americanos no Afeganistão. 
Não é uma obra-prima do cinema, nem me interessa particularmente a sua mensagem. Mas os diálogos escritos por Aaron Sorkin e a personagem interpretada por Philip Seymour Hoffman... Caramba! 
Só para pessoas crescidas. 


30/05/13

O estado do mundo


Children run away after several large explosions rocked a busy area in the center of Kabul, Afghanistan, on May 24.
Fotografia de Omar Sobhani / Reuters