Ian McEwan, num texto publicado no Guardian.
[a partir do blogue Provas de Contacto]
Presidência esclarece que aquele órgão não presta esclarecimentos sobre o Conselho de Estado (...), pelo que cada conselheiro é responsável pelo que diz. Quanto à acta da reunião em que foi discutida a situação de Portugal e a dissolução do Parlamento, ainda não está feita e estará sob segredo durante 30 anos.
«Com o cabelo da cor da espiga do trigo e uma franjinha que quase batia nos enormes olhos azuis, Pedro mais parecia uma boneca. Era o mais novo dos quatro irmãos — e aquele a quem a mãe (...) prestava mais atenção. Ela achava-o doce como um rebuçado, mas o pai sabia que o miúdo era dado a cóleras súbitas. Um dia, num restaurante, (...) a empregada de mesa perguntou: "O que é que a menina vai comer?". Nem houve tempo para explicações. Pedro cresceu na cadeira e, dirigindo-se ao pai, perguntou: "Pai, mostro-lhe a pilinha?"» (Felícia Cabrita, da primeira parte da biografia de Pedro Passos Coelho, na "Tabu"/"Sol)
Como ainda não está tudo parvo, há quem se informe. Fui parar a esta notícia via João Lisboa do blogue Provas de Contacto, que pode ser lida na íntegra aqui. Inclui a conclusão de um relatório do ano passado que concluiu isto:
Uma aluna e uma professora engalfinharam-se por causa de um telemóvel. Desculpem lá eu não surfar com a maré mas, na minha modesta opinião, alicerçada tão-só no meu estatuto de antiga adolescente e actual mãe de família (com filhas adolescentes), quem, em primeiro lugar, devia ser chamada à pedra era a própria professora. Por uma razão etária (e falando contra mim, embora uma senhora nunca deva falar da idade): cabe aos adultos fazerem-se respeitar pelos jovens e não o contrário. Posto isto, e para que não haja confusões, imeditamente confesso não morrer de simpatia pelo Jean-Jacques Rousseau. BICÓZE DIZE ECT IZANECT DETUIDU BICÓZE*
(*título inspirado no Provas de Contacto)
Este post poderia começar apropriadamente, citando Cesário Verde:
De vez em quanto, surgem uns bloguistas a propor cadeias... de qualquer coisa. De livros, filmes, frases, lugares, etc. Dizem eles: «Escolhe 5 — qualquer coisa — e passa a palavra.»
Um dia ia acontecer. Da série TOM WAITS: AUTOBIOGRAFIA EM PEQUENAS PRESTAÇÕES, DITOS DE ESPÍRITO E SABEDORIA, o post XXV roubado ao Provas de Contacto. [a fotografia veio por arrasto]