«... Ao dizer que era “só um passageiro”, ao imputar a responsabilidade do homicídio por negligência a quem conduzia, ou ao recordar que a vítima mortal fez um atravessamento em zona proibida, Eduardo Cabrita exibiu perante o país uma horrenda falta de empatia pelos destinos da vítima e do homem que o servia como motorista. Responsabilidade, honra, lealdade ou grandeza moral não couberam na sua reacção.
O Governo tem por isso a partir de hoje um esqueleto no armário e, apesar das eleições daqui a dois meses, não é tarde para o convidar a sair. Cabrita tornou-se um activo tóxico não apenas do PS ou do Governo, mas também da democracia. Bem pode ele vociferar contra “repugnantes aproveitamentos políticos”. Se há algo verdadeiramente repugnante nesta história, é a sua reacção à acusação do MP.»