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23/08/22

DA IRRELEVÂNCIA DA UNIÃO EUROPEIA ENQUANTO URSULA DIZ COISAS

«O ministro dos Negócios Estrangeiros da Turquia, Mevlut Cavusoglu, alegou que os EUA, juntamente com outros países da NATO querem que a guerra em andamento na Ucrânia continue.»

Entretanto, Ursula apela à substituição de electrodomésticos: “Vamos poupar energia substituindo electrodomésticos ineficientes por outros mais eficientes”, escreveu ontem na sua conta no Twitter, salientando que “a poupança de energia pode começar em casa”.


09/08/22

ISTO TEM TUDO PARA ACABAR TÃO BEM!

Enquanto um facínora cheio de petróleo, que se sabe ter mandado matar e esquartejar um jornalista nas instalações da embaixada do seu país na Turquia, é recebido de braços abertos e com pompa e circunstância no Ocidente, andam uns doidos na Europa a querer trancar os russos comuns em casa, a ver se eles aprendem.

Mas nunca ninguém lhe explicou em criança que o mundo não era justo?! Entretanto, bastava-lhe ter ido viajar, sei lá, ao Iémen, ao Mali, ao Afeganistão ou à Síria, por exemplo, para já ter percebido

Começa a ficar tudo demasiado parecido e não tarda nada vem aí o Inverno e como dizia o poeta, de seu nome Jorge Sousa Braga, ainda "vamos todos acordar com uma pérola no cu". E cu não leva acento, já agora.

23/07/22

CRISE DOS CEREAIS: ATAQUE AO PORTO DE ODESSA

Segundo noticia a Aljazeera, António Guterres condenou inequivocamente o ataque ao porto de Odessa, que sucede um dia depois da assinatura do Acordo que permite a exportação de cereais e pelo qual a Ucrânia acusou a Rússia. 

Entretanto, segundo a mesma rede de informação, o ministro da Defesa turco, Hulusai Akar, veio dizer que os russos lhe haviam garantido não ter nada a ver com o sucedido. 

DAQUI.

22/07/22

CRISE DOS CEREAIS: ACORDO ASSINADO E ISTO MERECE UM PONTO DE EXCLAMAÇÃO!


Inspecções nas partidas e chegados dos navios
A inspecção dos navios que transportam os grãos era uma exigência de Moscovo, visando garantir que não servissem para fornecer armas à Ucrânia. Ao contrário do previsto, as inspecções não terão lugar no mar por motivos práticos, mas na Turquia, provavelmente em Istambul que tem dois grandes portos comerciais, na entrada do Bósforo. Liderados por representantes das quatro partes, ocorrerão na partida e na chegada dos navios.
Vias de transporte seguras
Russos e ucranianos comprometem-se a manter as rotas marítimas através do Mar Negro livres de qualquer actividade militar. Segundo o acordo, se for necessária a retirada de minas, esta deverá ser realizada por um "país terceiro" ainda não foi especificado. Com partida da Ucrânia, os navios serão escoltados por navios ucranianos (provavelmente militares), abrindo caminho para a saída das águas territoriais ucranianas.
Quatro meses renováveis
O acordo será válido por quatro meses e renovado automaticamente. Atendendo a que 20 a 25 milhões de toneladas de cereais estão actualmente retidas nos silos dos portos ucranianos, a uma média de oito milhões de toneladas transportadas por mês, os quatro meses devem ser suficientes para liquidar os stocks.
Contrapartida para cereais e fertilizantes russos
Um memorando de entendimento deve acompanhar o acordo, assinado pelas Nações Unidas e pela Rússia, garantindo que as sanções ocidentais contra Moscovo não incidirão directa ou indirectamente nos cereais e fertilizantes russos. Esta era uma exigência da Rússia, condição sine qua non para a assinatura do acordo.

CRISE DOS CEREAIS: À ESPERA DE BOAS NOTÍCIAS

A Turquia informou que hoje, sexta-feira, seria assinado um acordo entre a Ucrânia e a Rússia, com a participação das Nações Unidas, para a libertação dos grãos e fertilizantes, cuja retenção devido à guerra está a deixar o mundo à beira de uma catástrofe alimentar. 

Se o acordo for assinado  ainda não li notícias que o confirmem  será uma vitória, embora tardia, para todos os esfomeados da Terra e também para Erdogan, esse paladino da democracia que, ao contrário dos responsáveis da União Europeia, tem vindo a marcar pontos desde o início da invasão da Ucrânia pela Rússia. 

Mas diz que no fim a democracia sairá reforçada.

17/07/22

MAIS NOTÍCIAS DAS FORÇAS DO BEM: LIZ TRUSS PENSOU ACRESCENTAR A TURQUIA AO RUANDA COMO DESTINO TURÍSTICO

Liz Truss, uma das mais admiráveis e admiradas defensoras da Democracia e dos Direitos Humanos (e etc.), e que concorre agora ao cargo de onde Boris Johnson acabou por ser corrido, teve uma ideia. 

A Grã-Bretanha, além de mandar os imigrantes indesejáveis para uns campos verdejantes do Ruanda, acrescentava à coisa a Turquia para onde aqueles iriam fazer companhia, entre outros, aos desgraçados dos sírios que já lá estão há uns aninhos (3,7 milhões, assim por alto). 

Parece, infelizmente, que Erdogan não achou graça à hipótese e Liz ficou só com o Ruanda. Determinada como é  até acabou de adoptar o Thatcher's style que isto hoje em dia, em não parecendo, os trapinhos contam cada vez mais  há-de entretanto e certamente ter outra ideia brilhante. 

NOTA PESSOAL: Um dia ainda alguém há-de fazer a história do belicismo no feminino. 


29/06/22

PORTANTO, QUANDO VIEREM COM A CONVERSA DA TRETA DO BEM CONTRA O MAL PODEM IR DAR MISSA PARA OUTRO LADO

A traição aos curdos não é, evidentemente, de hoje. Hoje apenas o fazem descaradamente, invocando o Bem maior, sem precisarem sequer de esconder o cinismo, tudo anestesiado pelo belicismo galopante.  

«... Durante sua luta heróica contra a ascenção do ISIS  entre 2014 e 2017, o apoio ocidental aos curdos foi total. Mas uma vez que o ISIS se foi, esse apoio transformou-se numa traição fria, enquanto os Estados Unidos e a Europa observavam Ancara a perseguir os curdos na Síria [...] e  Bagdad  fazia o mesmo no Curdistão iraquiano em 2017.»


TURQUIA: E ALÉM DE PODEREM CONTINUAR A LIXAR OS CURDOS, TAMBÉM LHE LEVANTARAM O EMBARGO ÀS ARMAS

 Como não amar a política?

«... Turkey threatened to veto Finland and Sweden’s Nato applications after raising accusations that the two countries allow Kurdish militants and terrorists space to “incubate” in their societies. However, many analysts concluded Erdogan’s real concern was to use his leverage in the membership matter to get arms bans applied to Ankara by the US and many European countries lifted, while also playing hardball to strike a tough pose ahead of elections that must take place in Turkey within a year.

...

AFP late on June 28 quoted Erdogan's office as saying Turkey "got what it wanted" from Sweden and Finland ahead of agreeing to back their Nato candidacies.

"Turkey has made significant gains in the fight against terrorist organisations," said the statement, saying that Sweden and Finland had agreed to "cooperate fully with Turkey in its fight against the [Kurdish] PKK" and other Kurdish militant groups.

The statement said they have also agreed to lift their embargoes on weapons deliveries to Turkey, which were imposed in response to Ankara's 2019 military incursion in Syria.

The two countries will ban "fundraising and recruitment activities" for the Kurdish militants, and "prevent terrorist propaganda against Turkey," Erdogan's office added in the statement. (...)»

CURDOS, JUDEUS: WHO CARES?

Tanta gente indignadíssima com o pacto que Staline fez com Hitler (esses russos nunca foram de confiança!) entregando metade dos polacos e dos judeus polacos aos nazis  os judeus foram logo de carrinho para Auschwitz, perdão, de comboio  mas tudo caladinho com a venda dos curdos à Turquia. 

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07/06/22

A GUERRA, A FOME, A CRISE DOS CEREAIS E A ABERTURA DE PORTOS: ÚLTIMAS NOTÍCIAS

Russian Defence Minister Sergei Shoigu expressed willingness to ship grains from Berdyansk and Mariupol ports. He said that the seaports of Mariupol and Berdyansk have started operating, TASS reported. Shoigu said that the demining of the port of Mariupol has been completed. 

In his statement, Shoigu said that the port of Mariupol received the first cargo ship and the seaport of Berdyansk had started to operate. The statement of Sergei Shoigu comes after Russian President Vladimir Putin on Friday, 3 June, had expressed readiness to organise the export of Ukrainian grain through ports that are under the control of Russian forces without any condition, as per the news report. He had expressed willingness to allow the entry of foreign ships into Azov and the Black Sea. Furthermore, Putin assured the safety of the foreign ships that will enter through these ports.

Speaking about the situation in Donbass, Russian Defence Minister Sergei Shoigu said that troops of Moscow have "liberated" residential quarters in Severodonetsk and the forces continue to have control over its industrial zone and nearby settlements. He said that Russian forces had taken control of Popasna in Luhansk and claimed that 97% of the LPR region has been "liberated," as per the TASS report. 

Sergei Shoigu claimed that the total number of Ukrainian soldiers who have "surrendered" has reached 6,489. Furthermore, he said that Russian forces have destroyed 21 155 mm howitzers, 16 drones, 12 armoured vehicles and two multiple rocket launchers in Ukraine over the past ten days. The statement of the Russian Defence Minister comes as the war between Russia and Ukraine continues for more than 100 days. 

Meanwhile, Ukrainian President Volodymyr Zelenskyy has been seeking a secure corridor for Ukrainian vessels to export grain and avert a food crisis, according to AP. Speaking at a news conference on 6 June, Zelenskyy informed that Ukraine continues to hold talks with Turkey and Britain about security guarantees for Ukrainian ships. As per the AP report, Russian Foreign Minister Sergey Lavrov is expected to hold talks over blocked grain with Turkish authorities during his visit to Turkey on Wednesday.

Earlier on June 3, Belarusian President Alexander Lukashenko spoke with United Nations Secretary-General Antonio Guterres. During the telephonic conversation, Lukashenko expressed willingness to transit the Ukrainian grain to Baltic ports through Belarus, according to the statement released by the Belarusian President's office. He said that Turkey was ready to provide all kinds of assistance for transporting shipments through Belarusian rail transport.  

NOTÍCIAS DAQUI

05/06/22

GUERRA NA UCRÂNIA: NOTÍCIAS DA FOME ANUNCIADA E DE COMO PUTIN CONSEGUE ENCARNAR O PAPEL DO BOM DA FITA

O resumo feito pela France-Press da reunião de sexta-feira entre Putin e o presidente da União Africana, Macky Sall, para discutirem a crise alimentar, dá bem conta do buraco em que nos encontramos e de como Putin anda, sem sequer sair de casa, pelo mundo - que é maior do que muitos pensam - a passar pelos buracos da chuva, enquanto a União Europeia insiste em medidas cujos resultados se mostram dramáticos para os seus próprios cidadãos. 

Já agora, note-se, além das declarações de Sall, como a Turquia de Erdogan, outro que não é flor que se cheire, vem desempenhando um papel cada vez mais importante no conflito.

E pergunto eu que, espero, perguntar não ofende: mais isto tudo não era para defender e reforçar a democracia no mundo?

E agora a notícia da France-Press

«"Nous sortons d'ici très rassurés et très heureux de nos échanges", a déclaré M. Sall aux journalistes à l'issue d'un entretien de trois heures à Sotchi (sud de la Russie), ajoutant avoir trouvé le président russe "engagé et cons
cient que la crise et les sanctions créent de sérieux problèmes aux économies faibles, comme les économies africaines".
M. Poutine a évoqué "plusieurs moyens de faciliter l'exportation, soit par le port d'Odessa", qui doit toutefois être déminé, soit "par le port de Marioupol", qui a récemment repris du service avec la conquête de la ville par Moscou, ou encore "par le Danube" ou "la Biélorussie", a indiqué M. Sall.
Au début de l'entrevue, M. Sall, qui était accompagné du chef de la Commission de l'Union africaine, le Tchadien Moussa Faki Mahamat, avait demandé à Vladimir Poutine de "prendre conscience" que l'Afrique était "victime" de la situation.
L'ONU craint en effet "un ouragan de famines", essentiellement dans des pays africains qui importaient plus de la moitié de leur blé d'Ukraine ou de Russie, d'autant que plus aucun navire ne peut sortir des ports d'Ukraine en raison de l'offensive.
M. Sall a souligné que "la majorité des pays africains" avait "évité de condamner la Russie" lors de deux votes de l'ONU et, qu'avec "l'Asie, le Moyen-Orient ainsi que l'Amérique latine, une bonne partie de l'humanité" avait préféré se tenir à l'écart du conflit.
Le président sénégalais a également relevé que les tensions alimentaires avaient été aggravées par les sanctions occidentales, qui affectent la chaîne logistique, commerciale et financière de la Russie.
En raison de ces mesures punitives, "nous n'avons plus accès aux céréales venant de Russie, mais surtout aux engrais", a affirmé Macky Sall, jugeant que cela créait "de sérieuses menaces sur la sécurité alimentaire du continent".
Vladimir Poutine, de son côté, n'a pas abordé ce sujet dans la partie publique de leur rencontre. En revanche il a rappelé le "soutien" de l'Union soviétique aux pays africains "dans la lutte contre la colonisation" et vanté le développement des relations russo-africaines.

L'offensive russe en Ukraine a paralysé les exportations alimentaires de ces deux géants de l'agriculture.
Cela a entraîné une flambée des cours des céréales et des huiles, dont les prix ont dépassé ceux des printemps arabes de 2011 et des émeutes de la faim de 2008.
Le programme de l'ONU pour l'alimentation et l'agriculture (FAO) a indiqué que huit à 13 millions de personnes supplémentaires pourraient souffrir de sous-nutrition dans le monde, si la crise dure.
Or, les voyants sont au rouge, plus aucun navire ne sortant d'Ukraine, qui était aussi le quatrième exportateur de maïs, en passe de devenir le troisième exportateur mondial de blé et assurait seule 50% du commerce mondial de graines et d'huile de tournesol avant le conflit.
Moscou affirme que le blocage n'est pas de sa faute, ni le résultat de la présence de sa flotte de guerre au large de l'Ukraine, mais qu'il est le résultat du minage des ports ukrainiens par Kiev.
En outre, les exportations russes de céréales sont largement bloquées à cause des sanctions logistiques et financières imposées par l'Occident pour punir la Russie.
Pour éviter que la crise ne perdure, le Kremlin a réclamé la levée des sanctions et le déminage des ports ukrainiens, position dénoncée comme un "chantage" par Kiev.
Lundi, Vladimir Poutine s'est toutefois dit prêt à travailler avec la Turquie pour l'instauration de "corridors maritimes" permettant la libre circulation des marchandises en mer Noire, y compris des "céréales provenant des ports ukrainiens".
Le chef de la diplomatie russe, Sergueï Lavrov, sera en Turquie le 8 juin pour discuter avec son homologue Mevlüt Cavusoglu de l'instauration de ces corridors.»



20/05/22

GUERRA NA UCRÂNIA: DA ENERGIA AO ALARGAMENTO DA NATO E AGORA A FOME

Putin mandou invadir a Ucrânia e o Ocidente reagiu.

Acontece que a dependência energética da Rússia é enorme. Compra! Não compra! Compra! Não compra! tem sido a batida alternada do baile da energia que começou pelo troar dos tambores e, pelo que se vai ouvindo, ainda vai acabar no pífaro a tocar sozinho.

Com a guerra a decorrer no "celeiro da Europa", passámos aos cereais e outros grãos alimentícios. Com a ameaça da fome  que em muitos países já não é pouca —, o Ocidente acusa a Rússia de ser responsável pela escassez que se adivinha, enquanto a Rússia diz que só abre os portos ucranianos do Mar Negro se forem levantadas as sanções.

Entretanto, há países a quererem juntar-se à NATO, o que a Turquia chantageia fazendo saber que só o permitirá se deixarem cair os curdos.

Eu não sei que estratégia é esta, mas vejo que andamos todos muito contentes porque a TIME irá provavelmente nomear Zelensky como personalidade do ano, a Ucrânia ganhou o Festival da Eurovisão e Putin não conquistou Kiev em três dias.