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13/10/23

MEDITAÇÃO DE SEXTA: «Não mais do que a espuma dos dias»

 «(...) Para os que tiveram a felicidade de nascer e viver na Europa do pós-guerra, outra era despontava. Houve até quem arriscasse que a História tinha chegado ao fim.

04/12/22

GUERRA? QUAL GUERRA?

Não querendo ser desagradável, confesso que por vezes me apetece mandar os empolgados da guerra comer ração para animais. Da mais barata, naturalmente.

Quanto à notícia, é da BBC

Cost of living: People in Cardiff 'eating pet food'

25/11/22

GUERRA NA UCRÂNIA: DEPOIS DO PAÍS DESTRUÍDO, DERAM CONTA QUE A GUERRA É SEMPRE UM EXCELENTE NEGÓCIO?!

 «A aliança do Ocidente contra Vladimir Putin começa a revelar fraturas, explicou esta sexta-feira o jornal ‘POLITICO’: as principais autoridades europeias estão furiosas com a Administração Biden e acusaram agora os americanos de fazer uma fortuna com a guerra enquanto os países da UE sofrem. “Se olharmos com seriedade, o país que mais lucra com esta guerra são os Estados Unidos, porque vendem mais gás a preços mais altos e porque estão a vender mais armas”, garantiu um alto funcionário europeu à publicação. “Os Estados Unidos precisam de perceber que a opinião pública está a mudar em muitos países da UE.” (...)

Enquanto tentam reduzir a sua dependência da energia russa, a UE voltou-se para o gás dos EUA – mas o preço que os europeus pagam é quase quatro vezes mais alto do que os mesmos combustíveis nos Estados Unidos. É demais para os responsáveis de Bruxelas – o presidente francês, Emmanuel Macron, garantiu que os altos preços do gás nos EUA não são “amigáveis” e o ministro da Economia da Alemanha pediu a Washington que mostre mais “solidariedade” e ajude a reduzir os custos de energia.

Diversos ministros e diplomatas expressaram a sua frustração com a forma como o Governo de Biden simplesmente ignorou o impacto das suas políticas económicas domésticas sobre os aliados europeus. Quando os líderes da UE enfrentaram Biden sobre os altos preços do gás nos EUA na reunião do G20 em Bali na semana passada, o presidente americano simplesmente parecia não saber do assunto, segundo revelou fonte próxima.»

FONTE ORIGINAL 

«Nine months after invading Ukraine, Vladimir Putin is beginning to fracture the West. 

Top European officials are furious with Joe Biden’s administration and now accuse the Americans of making a fortune from the war, while EU countries suffer. 

“The fact is, if you look at it soberly, the country that is most profiting from this war is the U.S. because they are selling more gas and at higher prices, and because they are selling more weapons,” one senior official told POLITICO. (...)»

14/09/22

A EUROPA CADA VEZ MAIS LIVRE E DEMOCRÁTICA OU A GINÁSTICA SUECA AGORA É OUTRA

A esquerda no poder foi derrotada na Suécia, com o Partido de extrema-direita dirigido por Jimmie Akesson a reunir o maior número de votos à Direita, mais de 20%. A actual primeira-ministra, que pediu a entrada do país na Nato, já pôs o lugar à disposição. 

Ainda este mês, dia 25, haverá eleições em Itália. A favorita para vir a ocupar o cargo de primeiro-ministro é Georgia Meloni que, acusada por muitos de representar a extrema-direita, vem insistindo em que não pertence a essa família política. 

Em resumo: isto depois do Inverno e dos ucranianos entrarem na Crimeia é que volta tudo ao lugar!

29/08/22

AS SANÇÕES CONTRA A RÚSSIA QUE SUICIDAM A EUROPA: EM FRENTE CAMARADAS, O ABISMO É NOSSO

Uma análise assinada pela jornalista suiça de origem egípcia Myret Zaki. Alguns excertos traduzidos.

«... No final de Junho, o rublo tornou-se na moeda com melhor desempenho no mundo, atingindo o seu nível mais elevado em relação ao dólar em 7 anos. O PIB [russo] diminuirá em 6% em 2022, de acordo com o FMI, mas não 15% como fora previsto em Março. Analistas de Wall Street tinham previsto um colapso da Rússia.

Em Março, lembra-nos o “Business Insider”, a JP Morgan previra que o PIB russo cairia 35% no 2º trimestre. Para a Goldman Sachs, a economia do país experimentaria a sua maior contracção desde a implosão da URSS. Mas de Janeiro a Junho, o declínio foi de apenas 4% em relação ao ano anterior, graças a exportações acima do esperado, principalmente para a Índia. (...)

A estratégia [das sanções] estava extremamente bem montada. Excepto num "pormenor": a maioria dos países devia entrar no jogo e foi aí que a porca torceu o rabo. "A maior fraqueza das sanções, observa "The Economist", é que mais de uma centena de países, o que  representa 40% do PIB mundial, não seguiram os Estados Unidos e a Europa, e não impõem nenhum embargo (parcial ou total ) à Rússia […] A maioria dos países não deseja implementar a política ocidental.”

(...) Países tão importantes como a China, Índia, Brasil, Arábia Saudita estão a fazer exactamente o contrário, continuando a sua cooperação com a Rússia. Do Dubai, pode-se voar sete vezes por dia para Moscovo. A dura realidade reside na influência insuficiente que as democracias ocidentais tiveram sobre o resto do mundo. 

(...)

Mas a observação mais dolorosa é o preço exorbitante que o Ocidente é obrigado a pagar para punir os seus inimigos. É difícil escapar à sensação de autopunição face ao custo desproporcionado suportado pela Europa, onde uma crise energética sem precedentes se aproxima, falhas de energia eléctrica são anunciadas para este Inverno, picos de preços e recessão económica.

(...) a premissa básica estava errada. Em vez de serem indolores para o Ocidente e fatais para a Rússia, como originalmente se esperava, as sanções estão a mostrar-se pelo menos igualmente punitivas para a Europa. A assimetria é até invertida. “A Rússia poderia dar-se ao luxo de interromper todas as exportações de gás para a Europa por um ano sem grandes consequências para sua economia”, escreve Liam Peach, analista da Capital Economics, em nota citada pelo “Bloomberg” a 25 de Agosto. (...).

Inflação, escassez, insegurança são elementos que podem colocar as populações ocidentais contra os seus governos, quando o objectivo inicial das sanções era que os russos se voltassem contra o Kremlin.

(...)

Para “The Economist”, a conclusão é que o Ocidente será forçado a regressar às estratégias de “hard power”, ou seja, o poder militar, com um rearmamento maciço dos membros da NATO. Sem dúvida porque é nessa área que o Ocidente ainda tem uma vantagem muito clara.

Mas face a potências nucleares, poderemos manter esse tipo de raciocínio, ou ele é totalmente imprudente? Quando autoridades de Washington viajam repetidamente para Taiwan para dar palestras sobre a China, que resultado pode ser previsto de tal estratégia? Já antecipámos as consequências desta vez? (...)»

ARTIGO NA ÍNTEGRA EM FRANCÊS AQUI



25/08/22

VAI NO ORIGINAL EM INGLÊS QUE FICA MELHOR: «HEAT OR EAT?»

«À medida que o conflito na Ucrânia se arrasta, a Europa enfrenta um gigantesco teste social antes do Inverno, enquanto faz malabarismos com o crescente descontentamento, alimentado pelo aumento dos preços da energia e a pressão para cumprir as metas climáticas.

O grupo britânico "Don't Pay UK" está a pedir às pessoas que boicotem as contas de energia a partir de 1 de Outubro, enquanto o movimento "Enough is Enough", apoiado pelos sindicatos, iniciou uma série de comícios e acções em meados de Agosto pedindo aumentos de salários, tectos nos custos da habitação, baixa de preços na energia e alimentação e impostos sobre os ricos. 

O agravamento do custo de vida em toda a Europa já fez com que trabalhadores em França, Espanha e Bélgica entrassem em greve nos sectores dos transportes públicos, saúde e aviação, pressionando por salários mais altos para ajudá-los a lidar com a inflação crescente.(...)

Seja qual for o caminho que eles [os responsáveis políticos] escolham, o próximo Inverno será atormentado pela agitação social, alertou Naomi Hossain (..). 

"Se eu tivesse um cargo político, ficaria muito preocupada", acrescentou.»

LER O ARTIGO DA REUTERS EM INGLÊS AQUI


13/07/22

DÓLAR VERSUS EURO: É CHEGAR DEPRESSA AO DÉCIMO PACOTE DE SANÇÕES QUE ISTO VAI AO SÍTIO...

 «... Nos mercados, os investidores mostraram nos últimos dias estar particularmente preocupados com a possibilidade de a Rússia fechar de forma mais permanente os gasodutos com que fornece gás natural aos países europeus, algo que poderia trazer sérios problemas à actividade de algumas das principais economias europeias (...)»

Evidentemente, para alguns destemidos guerreiros do sofá, isto resolvia-se se as pessoas não fossem tão egoístas e baixassem só um bocadinho o ar-condicionado ou, no Inverno que se adivinha, usassem um xailinho de lã dentro de casa. 

MORAL DA HISTÓRIA: Não há nada pior do que um idiota que, do seu conforto, olha para o mundo e o vê à sua imagem e semelhança! E é o que não falta, caramba!

21/02/14

Uma piada seca chamada Europa

Supermercados portugueses com preços iguais aos de Berlim. Salários a rondar os valores da Conchinchina. União Europeia?! Estados Unidos da Europa?! Tudo a falar inglês técnico?! É o delírio!

Salários em Portugal ainda deveriam baixar entre 2% e 5%, defende Bruxelas

04/07/13

Quando a Marine Le Pen ganhar eleições em França, chamem-se.

Até lá, quero que o Gaspar, o Passos, o Portas e o Cavaco tenham muitos meninos.


Desculpem-me qualquer coisinha, mas é que já não se aguenta o cheiro a tanto estrume sintético.

27/06/13

Tudo está bem quando acaba bem


A CGTP diz que a greve demonstra que "os trabalhadores exigem uma mudança de governo e de política". 
A UGT acredita que, com a greve, vai ser possível "dar a volta ao governo".

Eu, pessoalmente, acredito que, enquanto a Europa não apanhar um cagaço valente vindo da extrema-direita, esta merda vai continuar a ser um calvário.