BRUXELAS RECUA NA PROIBIÇÃO DOS GALHETEIROS!
Mostrar mensagens com a etiqueta O mundo está cada vez mais perigoso. Mostrar todas as mensagens
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23/05/13
Parem as máquinas: Bruxelas libertou os galheteiros!
Vivemos uma época triste. É verdade. Mas, sobretudo, vivemos uma época ridícula. E quando o Estado chega aos galheteiros só nos resta gritar Morte ao Estado e a Quem o Apoiar! No mínimo três vezes, de preferência até que a voz nos doa.
BRUXELAS RECUA NA PROIBIÇÃO DOS GALHETEIROS!
BRUXELAS RECUA NA PROIBIÇÃO DOS GALHETEIROS!
17/04/13
Minhas senhoras e meus senhores: o Excel!
Moisés foi guiado por Deus. Os Reis-Magos foram guiados pela estrela. Nós somos guiados pelo Excel. E ainda por cima engatado. Viva o progresso!
Notícia aqui.
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28/07/11
O Ovo da Serpente [que isto de me ter fartado de ver Bergman sempre há-de servir para alguma coisa]
"He never says what he’s thinking. He just charges ahead with all his feelings and he looks so frightened. And I try to tell him that we’ll help each other, but that’s only words for him. And everything I say is useless. The only real thing is fear."
Manuela Rosenberg sobre Abel Rosenberg, in O Ovo da Serpente
25/07/11
Smartphones porno child
Quando era criança, elas brincavam com bonecas e eles brincavam com carrinhos. Um pouco mais crescidos, juntavam-se todos independentemente do sexo e brincavam aos médicos.
No despontar da pré-adolescência (conceito inexistente na altura), ou já em plena adolescência, davam-se os primeiros beijos a sério (na boca, claro) e depois a natureza seguia o seu curso.
A descoberta da masturbação (feminina e masculina) acontecera entretanto e os rapazes possuíam quase todos revistas eróticas e/ou pornográficas que trocavam entre si em substituição dos cromos.
No despontar da pré-adolescência (conceito inexistente na altura), ou já em plena adolescência, davam-se os primeiros beijos a sério (na boca, claro) e depois a natureza seguia o seu curso.
A descoberta da masturbação (feminina e masculina) acontecera entretanto e os rapazes possuíam quase todos revistas eróticas e/ou pornográficas que trocavam entre si em substituição dos cromos.
Elas, que me lembre, eram menos dadas a isso, e lançavam quase sempre Ós afogueados quando as descobriam debaixo dos colchões dos irmãos ou namorados.
Sou de uma geração para a qual a virgindade deixara de ser uma cláusula matrimonial e a homossexualidade uma doença. Não havia militância gay mas creio que qualquer um da minha juventude teria subscrito as palavras do dramaturgo Brendan Behan: “Não faz sentido falar de homossexualidade como se fosse uma doença. Já vi pessoas com homossexualidade, tal como já vi pessoas com tuberculose, e não há qualquer tipo de semelhança. A minha atitude em relação à homossexualidade é muito semelhante à daquela mulher que, aquando do julgamento de Oscar Wilder, disse que não se importava com o que faziam, desde que não o fizessem na rua e não assustassem os cavalos.”
Evoluiu-se muito.
As bonecas deixaram de ser exclusivo das meninas e os carrinhos dos meninos. As mulheres, diz-se, são agora senhoras dos seus orgasmos. O machismo desenfreado de Tomás Palma Bravo (reler O Delfim, José Cardoso Pires), já então rançoso, passou de moda. Discute-se a educação sexual. Mas digam-me o que acham disto.
Proprietário de um smartphone, 9 anos. Um adulto pega no telefone, liga, fala, desliga. Por curiosidade, ensaia a ligação à Internet. Estupefacção. Incredulidade. O histórico da NET transborda de filmes porno. E uma pessoa põe-se a pensar: não era melhor quando eles brincavam aos médicos? Pergunto.
Sou de uma geração para a qual a virgindade deixara de ser uma cláusula matrimonial e a homossexualidade uma doença. Não havia militância gay mas creio que qualquer um da minha juventude teria subscrito as palavras do dramaturgo Brendan Behan: “Não faz sentido falar de homossexualidade como se fosse uma doença. Já vi pessoas com homossexualidade, tal como já vi pessoas com tuberculose, e não há qualquer tipo de semelhança. A minha atitude em relação à homossexualidade é muito semelhante à daquela mulher que, aquando do julgamento de Oscar Wilder, disse que não se importava com o que faziam, desde que não o fizessem na rua e não assustassem os cavalos.”
Evoluiu-se muito.
As bonecas deixaram de ser exclusivo das meninas e os carrinhos dos meninos. As mulheres, diz-se, são agora senhoras dos seus orgasmos. O machismo desenfreado de Tomás Palma Bravo (reler O Delfim, José Cardoso Pires), já então rançoso, passou de moda. Discute-se a educação sexual. Mas digam-me o que acham disto.
Proprietário de um smartphone, 9 anos. Um adulto pega no telefone, liga, fala, desliga. Por curiosidade, ensaia a ligação à Internet. Estupefacção. Incredulidade. O histórico da NET transborda de filmes porno. E uma pessoa põe-se a pensar: não era melhor quando eles brincavam aos médicos? Pergunto.
23/07/11
Andou Sojourner Truth a lutar pela liberdade e igualdade para no séc. XXI se escreverem coisas destas [depois queixem-se do actual estado da Esquerda]
"Estas mulheres bebem e dizem palavrões, falam de sexo à mesa de um café e vomitam em sítios improváveis quando precisam e nunca pedem desculpa ao espectador por isso. Ou seja, têm personalidade."
[de um texto assinado TRS na revista Sábado, a propósito de um filme chamado "A Melhor Despedida de Solteira"
[de um texto assinado TRS na revista Sábado, a propósito de um filme chamado "A Melhor Despedida de Solteira"
14/06/11
Não era síria, não era mulher nem era lésbica but who cares? Era um apóstolo da liberdade
Ler aqui. A propaganda à distância de um clique ou estamos a enlouquecer à velocidade da luz.
26/10/10
Crianças e bebés obrigados a inscrever-se nas finanças [e o cuzinho lavado com água das malvas também ia, não? E não estou a falar para as crianças]
Estão a tentar enlouquecer-nos. Até Março, todas as crianças portuguesas terão de ter número de identificação fiscal. Sem isso, não entram nas declarações de rendimentos dos pais. Como já não se fazem cartões de contribuinte, os petizes terão de pedir Cartão de Cidadão: 7,50 euros até aos 6 anos; 15 euros, a partir dessa idade.Façam as contas e leiam o Orwell.
08/09/10
Como dizia a minha descansada tia, homem pequenino ou velhaco ou bailarino — a sarko nunca o vi dançar
Sobre a proposta de criar cidadãos franceses de primeira e de segunda ler (em francês) dois esclarecedores artigos: aqui e aqui.
E para que não se pense que sou a única a invocar a sabedoria popular, veja-se a publicidade alemã de uma empresa de aluguer de automóveis que, traduzindo, diz isto: "Faça como a Madame Bruni, opte por um (modelo) francês pequenino"
03/12/09
Primeiro o Iraque, agora o Aquecimento Global: ao pé disto as campanhas negras do Sócrates são uma brincadeira de crianças
O escândalo em que se encontram envolvidos os principais mentores da Teoria do Aquecimento Global Antropomórfico ficará certamente para a História como uns dos maiores escândalos científicos de sempre, se descontarmos (ou somarmos) a condenação de Galileu pela Inquisição.
A teoria nunca foi unânime, apesar de dominante. Sentimentalismo, ignorância, manipulação, politização e dependência económica da Ciência, aliados à extraordinária complexidade do assunto, contribuiram certamente para um dogma a que poucos resistiram (e a jornalista Ellen Goodman não foi certamente uma delas: Let's just say that global warming deniers are now on a par with Holocaust deniers, though one denies the past and the other denies the present and future).
Em traços largos, a direita está contra e ao serviço dos grandes grupos económicos poluentes. A esquerda a favor e, preocupada com o futuro do Planeta, ecologicamente pugna pelas energias alternativas [no meio, cientistas como James Lovelock ― que entrevistei há cerca de dois anos (aqui) ― baralham um pouco os dados].
Curiosamente, o quadro é simetricamente oposto ao do Iraque. Nesse caso, em traços largos, a esquerda era contra a ideia das armas de destruição, a direita a favor. O que nos deixa completamente enrascados em termos ideológicos. Pelo menos a mim, que cada vez me arrepio mais com a histeria desta gente da esquerda fracturante e bem-pensante, nunca tendo apreciado os outros. Resta-nos, porventura, a ironia. Coisa que, vendo bem, já o velhíssimo Montaigne sabia de ginjeira.
A teoria nunca foi unânime, apesar de dominante. Sentimentalismo, ignorância, manipulação, politização e dependência económica da Ciência, aliados à extraordinária complexidade do assunto, contribuiram certamente para um dogma a que poucos resistiram (e a jornalista Ellen Goodman não foi certamente uma delas: Let's just say that global warming deniers are now on a par with Holocaust deniers, though one denies the past and the other denies the present and future).
Em traços largos, a direita está contra e ao serviço dos grandes grupos económicos poluentes. A esquerda a favor e, preocupada com o futuro do Planeta, ecologicamente pugna pelas energias alternativas [no meio, cientistas como James Lovelock ― que entrevistei há cerca de dois anos (aqui) ― baralham um pouco os dados].
Curiosamente, o quadro é simetricamente oposto ao do Iraque. Nesse caso, em traços largos, a esquerda era contra a ideia das armas de destruição, a direita a favor. O que nos deixa completamente enrascados em termos ideológicos. Pelo menos a mim, que cada vez me arrepio mais com a histeria desta gente da esquerda fracturante e bem-pensante, nunca tendo apreciado os outros. Resta-nos, porventura, a ironia. Coisa que, vendo bem, já o velhíssimo Montaigne sabia de ginjeira.
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