24/07/08

Arbeit macht frei (?)

O Parlamento francês aprovou ontem o fim das 35 horas semanais. Segundo a notícia publicada online pela TSF, os defensores da nova lei consideram que ela dá «a possibilidade de os assalariados trabalharem mais para ganharem mais». Algumas linhas acima, adiantava-se que a nova lei siginifica, e cito, que «as empresas podem ultrapassar o limite das 35 horas de trabalho semanal sem terem de pagar horas extraordinárias, desde que estabeleçam acordo com os sindicatos».
Sou eu, ou é a lógica do artigo que não respeita o princípio do terceiro excluído?
(E, neste caso, o terceiro excluído incluirá todos os gajos que vão começar a ir para a rua?)

5 comentários:

  1. Distorces tudo.

    O texto legal deverá ser lido assim: "os assalariados (cá, já se deve dizer "os colaboradores") são livres de entregar a totalidade da sua vida vigil às empresas (isto é, "os empregadores"), nada os obrigando - a não ser que, explícita, enfática e perigosamente para a manutenção do seu posto de trabalho, o declarem -a receber pagamento extraordinário pelas horas que, de forma magnânima e generosa, lhes decidiram ofertar".

    Não entendes? Isto é libertador.

    E já faltou mais para que nos libertem de fins-de-semana, subsídio de férias e de Natal.

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  2. Por acaso, um amigo alemão, prof universitário (director de departamento e tal), já, no ano passado, o libertaram do subsídio de Natal. Os alemães andam sempre à frente.

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  3. O 13º mês é um resquício do fascismo, instuído pelo Marcello Caetano, em 73 ou 72.

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  4. Ui! então eu sou escravo... não trabalho, mas que parvo! :)

    Cai o $ na conta... milagre que o céu apronta!

    Nem há melhor que ser crente... e 'inda p'ra mais demente! :D

    Mas p'ra nossa Joaninha... aqui vai uma piadinha! ;)

    Um empregado diz para o patrão:
    – Só trabalho para si em part-time, por isso faça o favor de gritar comigo metade do que grita agora.


    Anedota laboral...

    Rui leprechaun

    (...e com visto sindical! :))

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