24/10/11
23/10/11
A voz do dono ou de como o Luís M. Jorge topa o Ricardo Salgado
Resumindo, é que éramos muito pobres: emprestaram-nos dinheiro e o dinheiro, puff!
Dizem-nos agora que falimos. Sempre abominei a ditadura do “nós” (“estamos com fome, não estamos?”; “estamos com frio, não estamos?”; “vamos tomar um banhinho, não vamos?”…) mas se é para ser usado, seja: “We are not amused” (Victoria dixit).
Conta-se n' As Farpas que a solução para os problemas de Portugal do Partido Reformista se resumia ao polissílabo, economias. A história repete-se, como afiançava o outro.
21/10/11
Cisma venezuelano?
"Quero dar Graças a Deus e por isso a promessa ao Santo Cristo de La Grita, o mais antigo dos cristos. Vim apresentar-me ao chefe, ao comandante dos comandantes, a Cristo Redentor. Eu, um cristão cada dia mais cristão""O cristianismo verdadeiro é a doutrina da paz e do amor e não há outra"
"O socialismo é o caminho de Cristo".
"Desde do ponto de vista da ciência política e da realidade social, o socialismo é o caminho de Cristo".
20/10/11
Muammar Khadafi: kiss, kiss, bang, bang ou "o strip-tease do nosso humanismo"*
A Arca de Noé

Um deputado do PSD chamado Pedro Saraiva veio ontem dizer na Assembleia da República que a alternativa à crise era adoptar-se “a visão da águia, a energia de um dragão, a força do leão e a postura briosa da formiga". Aqui há uns tempos, Cavaco Silva falara do sorriso das vacas.
É impressão minha, ou estamos entregues aos bichos?
18/10/11
Se eu fosse professora mandava o José Luís Peixoto ir pentear macacos

"(...) Basta um esforço mínimo da memória, basta um plim pequenino de gratidão para nos apercebermos do quanto devemos aos professores. Devemos-lhes muito daquilo que somos, devemos-lhes muito de tudo. Há algo de definitivo e eterno nessa missão, nesse verbo que é transmitido de geração em geração, ensinado. Com as suas pastas de professores, os seus blazers, os seus Ford Fiesta com cadeirinha para os filhos no banco de trás, os professores de hoje são iguais de ontem. O acto que praticam é igual ao que foi exercido por outros professores, com outros penteados, que existiram há séculos ou há décadas. (...) DAQUI
Pastas de professores?! Blazers?! FordFiesta? Cadeirinhas para os filhos no banco de trás?! PENTEADOS!!!
Isto sim, é a decadência.
Está ao nível dos painéis solares nocturnos mas para pior — falamos do Programa Nacional de Elevado Potencial Hidroeléctrico
As concessionárias das futuras barragens vão produzir “metade da energia prevista” no plano, com o dobro do investimento pedido, mediante o pagamento anual de um subsídio do Estado de 49 milhões de euros e ainda de 20 mil euros por megawatt produzido, assegurado pela lei da “Garantia de Potência”, que o ex-ministro Mira Amaral apelidou de “escandalosa” e recomendou “acabar, sob pena de ficar inviabilizada qualquer recuperação económica do país”.
“Isto é uma fraude sobre o Estado e sobre os cidadãos portugueses”, resume João Joanaz de Melo, presidente do GEOTA, um dos signatários da missiva à ‘troika’ e autores do estudo, que aguarda a sensatez vinda de fora para salvar o país.
“Positivo é o facto de ainda ninguém ter desmentido a nossa exposição, a ‘troika’ já ter começado a questionar o Governo sobre as barragens e o actual Ministério da Economia e o do Ambiente terem-nos dito que estão preocupados com este assunto e que estão a estudar o problema”, revelou a mesma fonte, apontando que “é preciso que a opinião pública reaja e faça parar as barragens, como aconteceu com Foz Coa”.
O défice nacional era de 6.687 milhões de euros, em Agosto passado. Durante as concessões das barragens, um total de 16 mil milhões de euros serão pagos às empresas de electricidade, que produzirão apenas 0,5% da energia consumida em Portugal, representam só 2% do potencial de energia que poderia ser obtida através de um programa de eficiência energética e respondem por 3% do aumento das necessidades energéticas do país.
“Se fossem feitos investimentos para obter uma eficiência energética equivalente ao que as novas barragens vão produzir, as contas de electricidade baixariam 10%. Mas, se fossem feitos investimentos com vista a obter o potencial máximo de eficiência energética, as contas dos consumidores baixariam 30%”, explica o estudo enviado à ‘troika’. Os investimentos em causa, na versão mais intensiva e dispendiosa, rondariam os 410 milhões de euros e teriam retorno em menos de três anos.
Além dos efeitos económicos, as barragens têm demonstrados prejuízos para o património natural e cultural e para a economia da região. “Ao contrário do que diz a propaganda oficial, as barragens geralmente não geram desenvolvimento local. Criam empregos na construção, mas muito menos do que noutros tipo de investimento, e apenas temporariamente. Por exemplo, projectos de eficiência energética ou de renovação urbana beneficiam toda a economia (famílias, Estado e instituições privadas, pequenas e grandes empresas) e geram cerca do dobro de empregos por milhão de euros investidos, em comparação com barragens ou outras grandes obras públicas”, argumentam.
"A quem é que aproveita o crime?”, questiona Joanaz de Melo. “Estas decisões não foram tomadas no interesse público, mas é do interesse público parar o programa nacional de barragens. Temos de parar este desastre”, concluiu.
A Comissão Europeia alertou o Governo português para os “sérios impactos ambientais”, no caso dos estudos efectuados no âmbito das barragens do Baixo Vouga e de Foz Tua, que “violam a legislação europeia, incluindo a Directiva dos Habitats e a Directiva da Qualidade da Água”. O Governo invocou o interesse nacional para anular a lei comunitária.
O parecer do Instituto Marítimo-Portuário, invocando ameaças reais à navegabilidade do Douro, andou “desaparecido” no estudo de impacto ambiental, pelo que, segundo Manuela Cunha, do Partido Os Verdes, “não ficaram acauteladas responsabilidades e ficou a EDP isenta de pagar as obras que venham a ser necessárias para garantir a navegabilidade”.
Mais informação AQUI
17/10/11
Moral e Religião
O segundo episódio é o que me traz. Era opinião maioritária na turma que as esmolas deviam destinar-se prioritariamente a artigos de primeira necessidade. A mestra da cadeira, contrariando o reaccionarismo precoce das alunas, argumentou, então, que os meninos pobres também tinham direito a rebuçados.
16/10/11
Que raio de democracia é esta que treme à vista de um ovo?
14/10/11
Eu hoje acordei escatológica: permita Deus que toda o leite com chocolate que beberem, o vão cagar depois ao cemitério já de olhos bem fechados
Da arte de (se) governar(em)
Gráfico que dá conta das vantagens de se passar pelo arco da governação ou de como um rapaz chamado Ascenso Simões, ainda por cima muito, muito feio, passou de um rendimento anual de cerca de 70 mil euros/ano para pouco mais de 122 mil. 13/10/11
Se o mundo fosse um sítio bem frequentado, estava preso por crimes de guerra e não se falava mais nisso
Amnistia Internacional quer ver George Bush na cadeia (ler aqui)
12/10/11
Dedico este post [gamado] aos 4 magníficos — Câmara Corporativa, Aspirina B, Da Literatura e Jugular
11/10/11
Grandessíssimas bestas!
Depois das aves raras do governo do defunto engenheiro terem dado luz verde para a destruição de parte da Linha do Tua — linha que em qualquer país civilizado do mundo seria considerada património — é a vez de a nova maioria aprovar o abate de milhares de árvores. 10/10/11
O mundo mudou muito desde que Sócrates foi para Paris, Armando para o Ultramar e Rui Pedro Soares transitou para o futebol
"A verdade é que se escondeu informação e se enganou a opinião pública. A acreditar nos dirigentes nacionais, vivíamos, há quatro ou cinco anos, um confortável desafogo".
Depois de uma situação que permitia "fazer planos de grande dimensão e enorme ambição", passou-se, "em pouco tempo, num punhado de anos", a uma "situação de iminente falência e de quase bancarrota imediata".
António Barreto, aqui
09/10/11
Frases que gostava de ter escrito
08/10/11
Mentes abertas, olariras
Dito isto, e embora correndo o risco dos “miolos me saltarem”, voto pela tolerância.
Aparentemente, estamos mais tolerantes e até a Arábia Saudita acaba de reconhecer o direito de voto às mulheres (desde, claro, que os respectivos maridos, pais ou irmãos assim o entendam…).
A minha desconfiança confirma-se. A padaria da minha rua fica paredes meias com uma série de after hours. Abre agora ao domingo e serve uma multidão de noctívagos que, de óculos escuros, lá vai aviar carcaças por volta do meio-dia.
06/10/11
05/10/11
03/10/11
02/10/11
O tipo escondeu a dívida, é populista, autoritário, mas, porra, é uma grande personagem!
01/10/11
Viva a D. Maria II
Indiferente à “doçura de sentimentos”, ao “ânimo sofredor” ou à “valentia sem alardes” que dizem (alguns) caracterizar a História de Portugal, quando chego àquela parte da D. Maria II a assinar o fim das execuções por crimes civis em 1852 sinto que nem tudo foi em vão.
"Oh! Entenda-se bem: De modo nenhum queremos limitar os maridos no direito de matar suas mulheres. São questões domésticas com que nada temos. (…). Que os maridos quando lhes convenha, para melhor organização do interior doméstico, partam suas mulheres aos pedaços – coisa é que nem nos escandaliza nem nos jubila. (…) entendemos que, quando um marido se sinta dominado pelo desejo invencível de partir alguma coisa – é mais natural ir à cozinha trinchar o roast-beef do que à alcova, retalhar a esposa!"
Ramalho e Eça ridicularizaram assim, com a habitual ironia, um tribunal oitocentista. As recentes execuções nos EUA paralisam-me infelizmente o verbo.
A 21/09/2011, dois homens foram mortos pela Justiça americana, um na Georgia, outro no Texas: Troy Davis, um negro acusado de ter morto um polícia branco, clamou até ao fim a sua inocência, sujeito de um processo cheio de buracos, adiamentos e pedidos de clemência que incluíram Ratzinger, Jimmy Carter, Desmond Tutu e a Amnistia Internacional; Lawrence Brewer, um branco condenado por matar um negro, arrastando-o preso por uma corda à traseira de um jipe.
Repugnam-me as duas sentenças, mesmo se a minha simpatia se esgota em Troy Davis. E creio não ser preciso ter lido O Último Dia de um Condenado de Victor Hugo para se perceber porquê.
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