Janis Joplin, Turtle Blues
Armando, esta é para ti. Espero ter acertado.
Andy Williams, Music To Watch The Girls Go By, 1966.
Se eu tivesse uma livraria colocaria no seu frontispício esta frase de Groucho Marx: «Outside of a dog, a book is man's best friend. Inside of a dog it's too dark to read».
Famílias desfeitas. Disfuncionais. Rendimentos curtos. Professores deprimidos e amedrontados. Burocracia ministerial galopante e paranóica. Espaço escolar degradado. Treta pedagógica. Manuais dementes. Pais ausentes. E depois apareceu um relatório da OCDE que coloca os jovens portugueses de 15 anos no vergonhoso 37º lugar, entre 57 países sujeitos a um inquérito sobre conhecimentos e competências escolares.
«Irmãos humanos, deixem-me contar-vos como foi que se passou», assim começa As Benevolentes (Dom Quixote), o outro nome das temíveis Fúrias. Romance de quase 900 páginas, escrito em francês por Jonathan Littell, um norte-americano com menos de 40 anos, arrebatou em 2006 os prémios Goncourt e da Academia Francesa, tornando-se num inesperado sucesso de vendas.
De vez em quanto, surgem uns bloguistas a propor cadeias... de qualquer coisa. De livros, filmes, frases, lugares, etc. Dizem eles: «Escolhe 5 — qualquer coisa — e passa a palavra.»
Passo a explicar. Apesar de ambas as minhas pernas permanecerem intactas desde o dia em que nasci, e apesar de nunca ter estado de binóculos debruçada sobre o Sena pronta a salvar Michel Simon da sua vida de clochard — portanto, não sendo coxa nem voyeur — fui obrigada a notar a desenfreada agitação que possuí todas as quintas-feiras os meus vizinhos da frente.
Há várias coisas que melhoram com a idade. Uma, dizem, é o vinho do Porto. A outra é de certeza o Vasco Pulido Valente.
E já que temos que levar com o Natal... Conta a versão tradicional da lenda que Judas Iscariotes vendeu Jesus por 30 moedas. Quanto a Pilatos [e não Pilates, o homem da ginástica pós-sueca, como bem notou JL (ver comentários a este post)], limitou-se a lavar as mãos. Sócrates não precisou de as lavar porque, em público, nunca as suas extermidades roçaram de um só dedinho que fosse as manápulas de Mugabe.
Ser ou não ser literatura, eis a questão. O dilema impõe-se, tanto mais que as letras se subtraem ao rigor logarítmico de uma escala de Richter, por exemplo. Claro que seria sempre possível submetê-las a uma grelha cujas variações se situassem, como em Mercalli, entre os graus qualitativos «muito fraco» e «catastrófico». Ainda assim.
Um dia ia acontecer. Da série TOM WAITS: AUTOBIOGRAFIA EM PEQUENAS PRESTAÇÕES, DITOS DE ESPÍRITO E SABEDORIA, o post XXV roubado ao Provas de Contacto. [a fotografia veio por arrasto]
A Líbia será uma ditadura "verde", e eu sei que nos hotéis se gasta imensa água e energia e tal — há até aqueles cartõezinhos a pedirem-nos para sermos poupados nas toalhas e nos lençóis — mas, por favor, não me falem em campismo. Ecológico, sem dúvida, mas péssimo para o reumático. E uma pessoa chega a uma altura da vida...
(IX)
Edward Eggleston: «O jornalismo é coscuvilhice organizada»
Fred Hoyle ― astrofísico e (também) escritor de Ficção Científica ― foi um homem controverso. A sua hipótese de um Universo Estacionário sem começo nem fim viu-se batida pelo Teoria do Big Bang, cujo nome, curiosamente, se lhe deve; a sua visão da vida como tendo chegado à Terra caída do espaço não colhe grandes adeptos. O que quiserem. O facto é que O Universo Inteligente (Presença, 1983) continua a chamar ciclicamente por mim do alto da estante. Transcrevo o primeiro parágrafo do primeiro capítulo. Espero que vos abra o apetite.Não é que uma rapariga, lá por usar às vezes altíssimos saltos, não possa interrogar-se sobre o sentido da vida. Eu interrogo-me. Até agora a melhor resposta que encontrei foi esta: