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04/06/13

Alguém dizia no outro dia que talvez fosse altura de reeditar as virtudes formativas da guilhotina

Borges diz que Europa esteve a "pôr a casa em ordem"


E diz mais coisas. Diz por exemplo, que problemas como o desemprego podia ser rapidamente ultrapassado se "fosse mudado o ambiente dominado pela regulação e a ideia de que é preciso proteger o empregador do funcionário e o funcionário do empregador".

Ou que "Estamos agora a decidir como país se vamos ter um crescimento rápido ou se vamos satisfazermo-nos com a mediocridade"


Outro inteligente, o secretário de Estado das Finanças, Manuel Rodrigues, defendeu o programa de ajustamento português e disse que "o processo europeu está a desenvolver-se, a ganhar momento, e os países que foram mais atingidos pela crise, como a Irlanda e Portugal, são os que vão sair mais beneficiados"

Só queria acrescentar uma coisa: isto não é do domínio da patologia, é do domínio da pulhice e ponto final. 

Esta gente é pior do que cuspir na sopa

Carris ganhou 15 milhões cortando salários e aumentando bilhetes e perdeu 17 milhões com os swaps.



Os carinhas larocas





Visto AQUI (onde há mais informação sobre as criaturas)

14/05/13

Alguém tem de ser internado: ou ele ou nós.

«Foi tomada uma decisão muito importante para o nosso futuro, que foi colocar atrás das costas, finalmente, a sétima avaliação - não se fala noutra coisa há quase um mês - e penso que foi uma inspiração - como já a minha mulher disse várias vezes - da Nossa Senhora de Fátima, do 13 de maio», Cavaco Silva.

Juro pelas alminhas que julguei que a notícia era a gozar

E tem vídeo e tudo. . 

23/04/13

O chiqueiro

"Entrar num governo, seja como governante ou assessor, uns dias depois de insultar os seus responsáveis políticos com nomes feios, de pedir a sua demissão, de os mandar ir para outro lado, de proferir aquelas frases taxativas e sem nuances que só se podem escrever quando se está disposto a tirar daí consequências, ou seja, a perder alguma coisa por as dizer, é-me de todo incompreensível. Faz-me vergonha pelos outros, pelo débil carácter que revelam, mesmo que esse estilo seja o pão nosso da cada dia nos blogues, agora percebendo-se que não são muito para levar a sério. Basta o aceno de um lugar, de uma carreira, de uma importância, de um panache e lá vai a vergonha toda, a honra e o carácter pelo caminho", Pacheco Pereira.

AQUI

E, a propósito de chiqueiro, também vale a pena ler isto

«Uma pessoa até tem medo de criticar o Governo. Começa a criticar o Governo e é chamada para o Governo»

Constança Cunha e Sá no seu melhor.
Vale a pena ver. AQUI.

28/02/13

Rudolfo, o bipolar. E nós pagamos a este gajo?

Num país sério, este tipo ia para a rua, não ia?
Vamos lá ver. O referido, de seu nome Rudolfo Rebêlo, não é humorista. Não é cronista. Não é comentador. Não é deputado. Não é um cidadão anónimo a fazer uma graçola no facebook.
Este Rudolfo é assessor do primeiro-ministro. De primeiro-ministro, para ser mais exacta e preposicional.


Na terça-feira decide armar-se em piadético e tornar pública no seu mural no Facebook uma carta redigida por ele, assinada supostamente pela Lagarde e supostamente em resposta à carta do Tó Zé ao FMI (a carta não foi escrita para os amigos do Rudolfo no FB, é de acesso público).

Eu estou-me a borrifar para a Lagarde e para o Tó Zé. Mas até eu, que me estou a borrifar para a Lagarde e o Tó Zé, terei mais sentido de Estado do que este palhaço bipolar.
A coisa, ou seja, o país, oscila entre o circo e a creche. 


Parafraseando um ex-secretário de Estado, "vai tomar no cu", Rudolfo. Ou isso, ou chá. 


31/01/13

Obscenidades

Tem toda a razão o Ulrich. Os seres humanos aguentam coisas inimagináveis. Aguentam, por exemplo, que um banqueiro tenha lucros de 249 milhões de euros e haja uma catrefa de gente a viver na rua.

Ulrich e os sem abrigo.

14/07/12

Tudo isto é triste, tudo isto existe, tudo isto é fado

Cavaco Silva, montanheiro de sequeiro sem um pingo de grandeza cujo projecto para o país se resumiu a asfaltá-lo, que levou aos píncaros tudo o que o novo-riquismo tem de pior, que se rodeou de gente que devia estar na cadeia e que cada vez que abre a boca me envergonha de ser portuguesa, vem dizer que os portugueses se tinham acostumado à "vida fácil".
"Vida fácil" que ele promoveu, que os patos bravos seus amigos promoveram, que os tipos das jogadas financeiras promoveram, e que o grande Sócrates continuou acrescentando-lhe a patine das fatiotas de bom corte. É preciso não ter vergonha na cara!

30/05/12

Vamos ser rigorosos, isto é uma conversa de merda

«(...) Filipe Neto Brandão, do PS, questionou por que razão Relvas omitiu essa informação há duas semana, quando teve o cuidado, por exemplo, de referir um encontro casual numa festa no Algarve.
"Fala numa festa de aniversário e omite um encontro desta natureza?!", indagou o socialista.
"Eu não omiti. Eu não tive um encontro com Jorge Silva Carvalho, tive um encontro entre a administração da Finertec e a administração da Ongoing. Vamos ser rigorosos, eu não vim cá falar da minha vida empresarial", defendeu-se o ministro-adjunto.
 AQUI

13/05/12

"Miúdos de Esquerda" e "Miúdos de Direita" é uma coisa obscena e uma ideia de merda com M grande

O autor do texto do livro "A Crise explicada às crianças (de direita e de esquerda)" disse que "queria experimentar esta coisa de escrever para os mais novos, tenho ideias para vários livros, mas esta foi a primeira a surgir, e calha bem com o tempo que estamos a viver".
Ele pode experimentar "as coisas" que quiser, mas só num país transformado numa latrina é que coisas destas são levadas a sério. Hoje estou Indignada e não é com os 15% de desemprego.
Mas, afinal, isto anda mesmo tudo ligado. Vómito.

22/04/12

A pão e água e era pouco

Não há fome que não dê em fartura. Vem o ditado popular a propósito de uns dias me faltar assunto, em outros ser uma avalanche (espero poder continuar a escrever avalanche e não, obrigatoriamente, avalancha). Quando o assunto é isso, pois, fica uma pessoa em apuros para focalizar, verbo que tem vindo paulatinamente a substituir o démodé dissílabo focar e que me faz sempre lembrar alguém a espancar outrem na cabeça com binóculos, resultado talvez de ter consumido BD em excesso durante a juventude.
A semana passada, por exemplo, gostaria de ter falado da medida anti-tabágica anunciada por Paulo Macedo para proteger as crianças do fumo dos progenitores dentro de veículos fechados (nada foi dito, que eu saiba, sobre descapotáveis), medida que, naturalmente, faz o pleno com outra – a de querer encerrar a Maternidade Alfredo da Costa – esta última por razões obscuras (tão obscuras que nem a sagacidade de Marcelo Rebelo de Sousa as conseguiu desvelar).
Ia eu comentar as louváveis prioridades do ministro da Saúde quando tropeço noutro tema (neste caso musical): o hino do Movimento Zero Desperdício, com música de João Gil e letra de Tim, interpretado por cerca de 50 artistas de um largo espectro político (como sói dizer-se).
Começa assim:“Eu não sei o teu nome mas sei que te posso ajudar/Sei que andas a passar fome mesmo andando a trabalhar/ O que eu não aproveito ao almoço e ao jantar/ A ti deve dar jeito/ Temos de nos encontrar”.
Não vou falar da miséria das rimas nem dos pobrezinhos do antes do 25 de Abril (cada família tinha o seu…). Vou limitar-me, educadamente, a citar Mário Cesariny: afinal o que importa não é haver gente com fome// porque assim como assim ainda há muita gente que come.