28/06/11

E o que eu gosto deste moço, meus senhores!

Gonçalo M. Tavares ganha Grande Prémio da Associação Portuguesa de Escritores

27/06/11

Terão sido os judeus os inventores da extrema-esquerda? [a pergunta é retórica]

"Deux juifs russes se retrouvent sur le quai de la gare.
Où vas-tu? dit l'un.
Je vais à Nijni-Novgorod.
L'autre marque un long temps de silence, puis, furieux:
Comment?! Si tu me dit que tu vas à Nijni-Novgorod, c'est que tu veux que je croie que tu vas à Odessa; et si tu veux que je croie que tu vas à Odessa, c'est que tu vas vraiment à Nijni-Novgorod. Alors, pourquoi mens-tu?"

Lido em L'Humour Juif, Adam, ilustrações de Thomas Gleb, 1966, Editions Denoël, Paris, comprado na minha livraria preferida: a Galileu de Cascais.

26/06/11

25/06/11

Está tudo bem. Keep shopping

Nos good old days of capitalism, a top-model Linda Evangelista proferiu uma frase que se tornaria tão famosa como a cor (variada) dos cabelos dela: “Não me levanto da cama por menos de dez mil dólares”.
Martin Amis descreveu esses anos loucos no celebrado Money, e Money foi também um tema dos Pink Floyd da década de 70; muito tempo antes, Karl Marx passaria a vida a farejar-lhe o rasto.
O melhor retrato do capitalismo não me chegou, porém, pela voz do velho filósofo. Li-o no jornal Expresso e levava a assinatura do Robert Wyatt (músico que, por acaso, chegou a tocar com Syd Barrett na curta fase pós-Pink Floyd).
Dizia o Robert ao Rui (Tentúgal): “[ao capitalismo] não interessa que toda a gente morra à fome porque aí desaparecem os consumidores. Basta que as pessoas tenham dinheiro para comprar Coca-Cola, hambúrgueres e discos da Britney Spears”.
Descontadas ou substituídas as mercadorias citadas, a ideia faz sentido: um sistema que vive de vender coisas não pode, ao mesmo tempo, empobrecer demasiado a malta porque, afinal, alguém terá de ir às compras.
Mais: se o modo capitalista é comparável a uma bicicleta – alguém o comparou e não fui eu – ou seja, se pára cai, onde nos levará a fixação consumista quando todos os chineses tiverem carro e, pelo menos, um micro-ondas?
Irão os nossos bisnetos comerciar para Gliese 581d? (para quem não sabe, é uma espécie de planeta do Principezinho mas maior que uma equipa de astrofísicos garante ter condições para suportar vida humana).
Andarão muitos a reflectir sobre isto. Os mercados, os bancos, as agências de rating, a Bundeskanzlerin Angela Merkel e o monsieur Sarkozy, sem esquecer os BRICs e os desgraçados dos PIGS. Provavelmente, a resposta estará em algum livro de ficção científica da colecção Argonauta.
Entenda-se este post, pois, como um singelo desabafo. Já lá dizia João Pinto, “prognósticos, só no final do jogo” ou, numa versão anterior, Mark Twain: “a profecia é um género muito difícil, sobretudo quando aplicado ao futuro”.

20/06/11

A derrota do Fernando Nobre vista por um olhanense numa esplanada em Lisboa

Toca o telemóvel. O meu amigo atende.

Ele: O Nobre não passou…

Eu: Era de esperar, não? O CDS já tinha dito que não votava nele, o PS…

Ele: Era previsível, claro.

Eu: Também não percebo a fixação do homem no cargo. Afinal, trata-se sobretudo de dirigir reuniões e pouco mais.

Ele: Não te esqueças das fotografias. Aparecem sempre aperaltados em primeiro plano.

Eu: Sim, mas a história de ser a segunda figura da hierarquia do Estado…

Ele: Isso ninguém leva isso a sério. Quando há revoluções ou golpes de Estado, matam o presidente ou matam o rei, até podem matar o primeiro-ministro e alguns secretários, mas já viste alguém matar o presidente da assembleia da república? Quem é este? É o presidente da assembleia da república. Bom, então siga…

Que mal terá feito o Nuno Crato ao Daniel Oliveira se nem sequer andaram juntos na escola?

Primeiro, segundo li, chamou-lhe talibã no Eixo do Mal. Agora parece querer psicanalisá-lo no divã do Arrastão: "Na educação, um saudosista mais ocupado com os seus próprios fantasmas do que com os problemas reais do ensino público nacional".
É que à luz disto [e apesar das setinhas laranjinhas], não percebo como se possa discordar do Crato.

19/06/11

Da cidadania às hortas do Continente: é o progresso, estúpido!

Os mais novos talvez não se lembrem, mas o arquitecto paisagista Gonçalo Ribeiro Telles, monárquico, ecologista e homem encantador, bateu-se há um bom par de anos (na longínqua década de 80) pelas "hortas em Lisboa".
O projecto foi na altura ridicularizado e considerado uma utopia passadista mas parece que o Sá Fernandes lhe deu um toque de modernidade, acabando por concretizá-lo durante este fim-de-semana. Belmiro acrescentou-lhe o toque de Midas, Tony Carreira assegurou a parte vocal e Cavaco deve ter regozijado com a passagem da Avenida da Liberdade a "montra do mundo rural".
Resumindo: a memória, como dizia o outro, é uma coisa lixada!

18/06/11

Da ovelha Dolly à vaca Rosita Isa [que agora não me apetece opinar sobre o governo]

Tenho para mim que o facto de termos virado costas à Natureza explicará muita coisa. Muito mais coisas até do que a teoria freudiana, acerca da qual Karl Kraus concluiu sensatamente o seguinte: A teoria antiga negava a sexualidade dos adultos. A moderna diz que os bebés têm prazer sexual quando defecam. A antiga era melhor, ao menos podia ser contraditada pelas partes envolvidas.

Não me interpretem mal.

1º: este texto não é sobre sexo;

2º: embora desconfie da psicanálise, nada tenho contra a penicilina (uma das grandes invenções do séc. XX).

Sendo ainda mais exacta: nunca me verão embandeirar em arco com qualquer tipo de “fascismo zen”. Dito isto, acrescento.

Desenganem-se os que pensam que por estarmos no topo da cadeia alimentar nos podemos borrifar no resto. Pensem comigo: visto que ninguém nos quer comer, se desaparecermos quem dará pela nossa falta além da família próxima e da Direcção Geral dos Impostos? (Ah, pois é…).

Vêm os parágrafos anteriores a propósito de mais uma proeza anunciada. Desta feita, Rosita Isa, vaca argentina clonada com dois genes dos nossos que, afirmam os investigadores responsáveis, poderá talvez fornecer, na idade adulta, leite semelhante ao dos seres humanos. Bom, eu nem sequer gosto de leite e posso estar a incorrer no maior disparate científico. Mas já tivemos, que me lembre, as vacas loucas, a gripe suína e a das aves, os pepinos espanhóis e a mierda alemã. Agora a Rosita? Rosita, esclareça-se, que também se poderia chamar, se bem entendi, quelque chose em chinês, já que, na China, vacas geneticamente intervencionadas terão sido igualmente capazes de produzir, soît disant, leite materno.

Ó glória de mandar/ ó vã cobiça, proferiu o Velho do Restelo e, fora ele escutado, nunca os ingleses teriam aprendido a beber chá com uma nuvenzinha de leite. Nevertheless, confesso que tudo isto me anda a provocar uma certa dor de cabeça. O que me tem valido são as pastilhas de ácido acetilsalicílico (outra das grandes invenções do séc. XX). A ciência às vezes é amiga.

13/06/11

A Menina Limão mandou-me uma corrente: obrigada Menina Limão

1 - Existe um livro que lerias e relerias várias vezes?

Reli vários livros, alguns deles só para confirmar se teriam resistido. Uns sim, mas não foi o caso, por exemplo, de Os Cem Anos de Solidão. De vez em quando releio Praias da Barbaria, do Norman Mailer. Peguei-lhe em pequenina, não percebi nada, e tornou-se num desafio para a vida. Quando a neura bate forte, gosto de (re)ler o Joanica-Puff do A.A. Milne (foi assim que percebi que me agradavam os princípios taoistas) e o Bouvard et Pécuchet do Flaubert (reconcilia-me com a estupidez universal e intemporal)

2 - Existe algum livro que começaste a ler, paraste, recomeçaste, tentaste e tentaste e nunca conseguiste ler até ao fim?
A minha teimosia, aliada talvez a alguma costela masoquista flutuante, obriga-me a ler os livros até ao fim. Contudo, se ao fim do terceiro parágrafo já estou a praguejar, não me esforço; sou muito incoerente

3 - Se escolhesses um livro para ler para o resto da tua vida, qual seria ele?
Não creio que exista tal coisa. E nem As Mil e Uma Noites me bastaria

4 - Que livro gostarias de ter lido mas que, por algum motivo, nunca leste?
Esta pergunta lembra-me o melhor post da
Livreira Anarquista: “Tem aí um livro que se eu o vir sei qual é?”

5- Que livro leste cuja 'cena final' jamais conseguiste esquecer?
Por acaso até há um, Debaixo do Vulcão (cena final). Aliás, de todas as vezes que reli o livro, fechei-o sempre quando cheguei aí: já basta o que basta.

6- Tinhas o hábito de ler quando eras criança? Se lias, qual era o tipo de leitura?
Lia. Coisas que criança, naturalmente. Carolina e os seus amigos, Joanica-Puff (lá está), A Dama Pé-de-Cabra
(numa versão muito bonita em fascículos da Minotauro, uma editora que o Salazar mandou fechar), Oliver Twist, As Aventuras dos Sete e etc. Lá em casa lia-se tudo, excepto as Selecções do Reader's Digest e os livros de quadradinhos do Pato Donald que eram considerados lixo imperialista.

7. Qual o livro que achaste chato mas ainda assim leste até ao fim? Porquê?

Já li livros chatos até ao fim por dever de ofício. Nunca lhes faria publicidade à borla.

8. Indica alguns dos teus livros preferidos.

Listas não é a minha especialidade, mas aqui deixo alguns títulos que levaria para a ilha: Debaixo do Vulcão, Anna Karenina, A Casa e o Mundo, Bouvard et Pécuchet, O Delfim, A Sibila, Húmus, A Obra ao Negro, A Um Deus Desconhecido, O Som e a Fúria, Mocidade, os contos completos de Jorge Luis Borges, O Monte dos Vendavais, O Curral das Bestas, O Outro Lado da Mancha, Tristram Shandy, Nove Contos, do Salinger, Três Homens num Bote, e por agora chega que ainda me dói a cabeça do vinho branco (quente) de ontem.

9. Que livro estás a ler neste momento?
A Toupeira, John le Carré

10. Indica dez amigos para o Meme Literário:
Amigos lembra-me aquela coisa de onde foi expulsa a
Menina Limão, mas cá vai o envio (se o recusarem, não precisam de me insultar e amiguinhos como dantes; se porventura algum de vós já tiver respondido à coisa e tal me tenha passado despercebido, as maiores desculpas)

Luis M. Jorge, Morgada de V., João Lisboa, Maradona, Jorge Fallorca, Luís Januário, Carla Quevedo, N., Miguel, MCS, Carlos Azevedo... e já estou a chatear gente a mais.


11/06/11

Não É o Fim do Mundo

“Entre a dor e o nada, escolho a dor”, escreveu William Faulkner, velho sulista tímido que nos deixou coisas tão preciosas como O Homem e o Rio, conto que na sua edição original aparecia intercalado com Palmeiras Bravas, uma história (de amor) trágica de onde a citação é retirada.
Lembrei-me dela a propósito da notícia dos velhos japoneses que se ofereceram como voluntários para trabalhar em Fukushima e isto porque, à partida, a cultura nipónica me é estranha, demasiado silêncio, demasiado vazio, o Nada.
O gesto é comovente. Não porque se ofereçam à morte (deixemos isso para Mishima), mas porque se oferecem em sacrifício.
Morrer é fácil. “Morrer é só não ser visto”, resumiu apropriadamente Pessoa. Dispor-se à possível agonia, mesmo se controlada, remete-nos para o altruísmo, o valor moral mais radical. Woddy Allen disse algo parecido em Manhattan, filme belíssimo de 1979, muito antes, pois, de o realizador se ter convertido ao exotismo europeu:
“Talento é sorte. A coisa mais importante na vida é a coragem. (…) Se nós os quatro fossemos para casa pela ponte e uma pessoa se estivesse a afogar, será que teríamos coragem… Teria algum de nós coragem de se atirar à água gelada para salvá-la?”.
Esta cena persegue-me há vários anos. Há muitos mesmo, considerando que a primeira vez que vi o filme poderia ser a jovem Tracy (personagem representada pela Mariel Hemingway) e hoje nem com muita maquilhagem conseguiria encarnar Mary (uma Diane Keaton ainda longe, então, de poder fazer de avó).
Claro que a coragem tem os seus quês. Há sacanas corajosos que mais valia que o não fossem, enquanto o altruísmo é uma qualidade moral sem arestas. Talvez a única e, certamente, a mais exigente.
Como diria o meu único mestre, por acaso outro realizador – Billy Wilder (citado aí ao lado) – "Um mundo capaz de produzir o Taj Mahal, William Skakespeare e pasta de dentes às riscas não pode ser mau de todo”. Acrescentar-lhe-ia eu os velhos voluntários de Fukushima, certa de que são coisas assim que nos reconciliam com o mundo.

08/06/11

O mundo ficou outra vez mais pobre: Jorge Semprún (10 de dezembro de 1923 - 7 de Junho de 2011)

Foi resistente, comunista na clandestinidade, esteve preso no campo de concentração de Buchenwald, acabou sendo expulso do PC espanhol em 1964, foi ministro da cultura de Felipe González, escritor, argumentista e um defensor enorme da liberdade.

Escreveu isto:
«Existe, com efeito, uma confusão antiga, amiúde fruto da ignorância, ou talvez de um pensamento equívoco ou malévolo, entre a deportação de inimigos do nazismo – alemães anti-hitlerianos, resistentes europeus – e o extermínio de judeus e ciganos. Os primeiros foram detidos e deportados pelos seus actos, quaisquer que fossem as suas origens sociais ou a sua religião. Os segundos são exterminados por serem o que são, mesmo que nunca tenham cometido um acto ou um mero gesto de oposição ao regime. A diferença, mesmo que o número de mortos resistentes fosse comparável ao dos judeus exterminados – e não o é, de forma alguma –, não é uma diferença quantitativa: é ontológica.»

06/06/11

Dizem-se democratas mas continuam a levar o Álvaro Cunhal a sério (depois, admiram-se)*

A culpa da abstenção foi dessa aliança terrível entre a direita e a esquerda do PS.
* Refiro-me, naturalmente, a essa obra indispensável do pensamento político português (e internacional, ora essa): O Radicalismo Pequeno-Burguês de Fachada Socialista

Notas soltíssimas sobre a noite eleitoral e adeus pepinos

1. Há muito tempo que não via tanta televisão
2. O PS de José Sócrates levou uma abada muito maior do que estava previsto (não chega aos 30%)
3. Vieira da Silva, do PS, parece estar prestes a desfazer-se em lágrimas
4. O António Vitorino não comenta a eventual demissão do Grande Líder e face à insistência de Judite de Sousa sobre o que Sócrates devia fazer dada a previsível derrota, responde que só não está no lugar do outro porque não quis
5. Judite de Sousa mudou de penteado. Envelhece-a mas fica-lhe muito melhor
6. A maioria dos comentadores não diz nada que um português com a antiga quarta classe não conseguisse dizer
7. A esquerda perdeu. Obrigada José Sócrates!
8. Uma jornalista mostra uma sede de campanha e diz que um dos líderes (não me lembro qual) vai vir para o púlpito mais tarde na noite (sic)
9. O Vitalino Canas faz boquinhas e diz que só fala depois do Grande Líder
10. Uma porta estilhaçou-se no Altis. É de filme
11. Sócrates faz um discurso interminável. Deu o seu o melhor. Ama Portugal e os portugueses. Ele ama-me, porra! Sinto um arrepio. E acaba a dizer que vai para casa tomar conta dos filhos
Julgo ver os olhos marejados de lágrimas de Silva Pereira mas não consigo comover-me (e eu fico sempre triste pelos que perdem – mesmo quando não os gramo: mariquices)
12. Os jornalistas fazem perguntas. Ouço apupos da cozinha. Não gosto de ver bater em quem acaba de se estatelar mesmo quando a queda é merecida: mariquices
13. Os discursos de todos os líderes partidários deviam ter acabado três parágrafos antes. Falta-lhes, certamente, sentido dramático. Até Portas, que costuma ser o mais demagogicamente articulado
14. Fico assustada com as referências agradecidas às juventudes partidárias. Afinal, eu conheço-as. Costumam passar aqui ao pé da minha casa. Andam de batina preta e cantam (eles e elas): É o caralho/ é o caralho… e etc.
15. Passos Coelho discursa. O casaco assenta-lhe terrivelmente mal nos ombros. O corte é péssimo e antiquado. O novo primeiro-ministro devia perguntar a Sócrates (ou mesmo a Portas) quem lhe faz os fatos
16. O inglês de Passos lembra-me qualquer coisa
17. Cantam o hino nacional (o que me recorda sempre as aulas de canto coral desafinadas da minha juventude) e alguém anuncia na TV um programa qualquer com a Fátima Campos Ferreira. Uma mulher não é de ferro. Volto para casa e vou dormir. Leio um bocadinho de O Caso dos Macacos Lendários de Erle Stanley Gardner (já tenho uma ideia sobre quem poderá ser o assassino)
18. Enquanto isto, a Europa descobre que o problema não está nos pepinos mas talvez resida na soja. Nada disto é sério, embora seja trágico

02/06/11

O que eu não perdoo a Sócrates e seus muchachos

O meu coração bate à esquerda desde pequenina. Resultado também, com certeza, de ter nascido numa terra de marítimos que, no dizer de Raul Brandão, (…) são generosos, imprevidentes e comunistas.
É por isso que não perdoo a Sócrates ter subvertido todas as boas ideias que, nascidas na esquerda, se viram transformadas em operações de marketing, esvaziadas de sentido e convertidas a mero negócio.
Igualdade na educação, novas oportunidades, energias alternativas, democratização tecnológica, parcerias público-privadas, avaliação de desempenhos… Acrescente-se-lhe o rol de negociatas, o trabalhar para as estatísticas, o roubo descarado (em alguns casos), o fanatismo, a intolerância, a ignorância, o modernismo para pacóvio ver (o que foi o acordo ortográfico se não uma forma de vender dicionários?), a demagogia a roçar o delírio, a promoção e enriquecimento ilícito de gente inclassificável, parasitas de um Estado que se deixa à beira da bancarrota mas com os bolsos (de alguns) bem recheados… é tudo isso que eu não perdoo a Sócrates.
E, sobretudo, não lhe perdoo que, com tudo isso, nos entregue de bandeja à direita.
Vá-se lixar senhor engenheiro!

Só para fazer minhas as palavras da escritora Ana Luísa Amaral

"Este PS é de direita"; acrescentando apenas: direita fanática, ignorante, caceteira e sem escrúpulos.
Quanto ao resto, congratulo-me por esta campanha eleitoral mete-nojo estar a chegar ao fim.